Por Roberto de Sena
Uma multidão tomou as ruas de Correntina na manhã deste sábado, 11, para protestar contra o uso irregular de águas que estaria acontecendo por parte dos grandes produtores rurais e latifundiários do agronegócio. Os manifestantes querem uma investigação para apurar de que forma estão sendo concedidas outorgas de água para irrigar as grandes fazendas de Correntina e do Oeste Baiano. Eles propõem uma suspensão imediata da liberação de outorgas e realização de um profundo estudo da sobre situação ambiental da região.
O estopim do movimento foi a instalação de pivôs centrais na fazenda Igarashi que, segundo os moradores, teriam provocado uma queda súbita no nível de água do Rio Arrojado, um dos mais importantes da Vale do Rio Corrente. Populações que vivem em comunidades centenárias nas margens do rio se sentrami ameaçadas de ficarem sem água até para consumo e invadiram a fazenda no dia 2 de novembro, quebraram e tocaram fogo em máquinas, equipamentos, galpões, guarita, porteiras e postes de rede elétrica. O prejuízo estimado alcança 60 milhões de reais.
A invasão teve imediata repercussão no Brasil e no exterior. Organismos internacionais ligados ao meio ambiente se manifestaram em defesa da população de Correntina. A Igreja Católica e diversas lideranças políticas também se posicionaram defendendo o meio ambiente da região. Por outro lado, os representeantes do agronegócio consideram a invasão um ataque ao estado democrático de direito e exigem punição para os envolvidos. Eles inclusive teriam requisitado apoio das tropas da Força Nacional no sentido de impedir que outras invasões ocorram.
A manifestação deste sábado é considerada uma das maiores da história do Oeste Baiano por reunir nas ruas de Correntina, milhares de pessoas. Mesmo com o forte cunho reivindicatório, o movimento é pacifico e, até o momento, não se tem notícias de confrontos.










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