Michel Temer esteve presente ao hospital
Sírio-Libanês, em São Paulo, ontem quinta-feira (02) para prestar
condolências ao seu companheiro Luís Inácio Lula da Silva. Temer se
mostrou bastante preocupado com a situação de Lula e de sua família
perante as denúncias e investigações da Lava Jato.
A nomeação do ministro Edson Fachin para
a relatoria da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal trouxe alento aos
petistas uma vez que Fachin tem boa relação com Dilma Rousseff. Ele
quando professor da UFPR pediu voto declaradamente para Dilma no segundo
turno das eleições presidenciais.
De volta a Brasília o presidente Michel
Temer acompanhou a eleição de seu candidato Rodrigo Maia para
presidência da Câmara dos Deputados para um mandato completo por dois
anos.
Nos
corredores do Congresso fontes informam que a preocupação de Michel
Temer com Lula e sua família é visível. Segundo informações Michel Temer
ouviu de Lula um pedido para que o convidasse para compor o Governo de
forma que pudesse pacificar as relações entre PMDB, PT e demais partidos
aliados da base governista.
Há quem diga que a criação de mais duas
secretarias ministeriais já faz parte de um pacote de mudanças na
estrutura administrativa do Governo que pode ter também um espaço
estratégico para o ex-presidente Lula.
O líder máximo do PT agradeceu comovido à
solidariedade recebida após a confirmação da morte de sua mulher,
Marisa Letícia. Em meio à tristeza, encontrou disposição para fazer de
política.
Lula distribuiu conselhos a Temer: “Não
se faz reforma da Previdência com o país em recessão”. Queixou-se do
Supremo Tribunal Federal: “Está acovardado”. Abriu uma fresta para o
diálogo: “Michel, quando quiser conversar comigo, me chame. Não posso é
ficar me oferecendo.” E Temer: “Ah, com essa abertura, vou chamar muitas
vezes.”









