Com carteiras quebradas e fiação exposta, escolas da rede municipal de Luís Eduardo Magalhães,
no oeste do estado, terão início do ano letivo adiado do dia 3 para 20
de fevereiro. Enquanto a maioria das escolas particulares e da rede
estadual começam as atividades na próxima segunda-feira (6), cerca de 41
instituições em Luís Eduardo Magalhães não têm estrutura para receber
aproximadamente 18 mil estudantes matriculados.
"São
carteiras que não atendem aos alunos. São estruturas que não atendem
também aos alunos e professores, e não conseguem dar o mínimo de
dignidade a alunos e professores e a toda comunidade escolar", denuncia o
secretário de Educação, Leandro dos Santos. A escola Onero Costa, que
fica no bairro Santa Cruz, é uma das instituições que mais precisam de
reparos.
No
local, estudam alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Mais de
800 alunos foram matriculados para este ano. Porém, muitas cadeiras
estão quebradas, quase todas as paredes das salas estão riscadas, faltam
lâmpadas e janelas das salas de aula estão sem vidro. Nos banheiros,
portas foram arrancadas e até o teto desabou.
Além disso, a fiação da rede elétrica está exposta e alguns equipamentos não podem ser ligados porque são antigas.
Apesar
de ter todas as salas com ar condicionado, eles não funcionaram no ano
passado porque ou não tinha energia, ou o aparelho pegava fogo, o que
oferecia riscos para alunos e professores.
"Tem
ar condicionado, mas não pode usar. O calor é insuportável. Então, foi
meio difícil para os alunos vivenciarem esse desconforto”, disse a
diretora da escola, Roselange Mabel. A prefeitura da cidade informou por
meio de nota que já lançou o edital para contratar a reforma das
escolas que, segundo a secretaria de Educação, deve custar em torno de
R$ 100 mil.
G1










