O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, denunciou que um preso foi solto irregularmente da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. Segundo o magistrado, Denes Xavier de Lima, de 27 anos, estava detido por homicídio e ocultação de cadáver - inclusive esquartejando a vítima - via mandado de prisão preventiva e não poderia ser liberado em "hipótese alguma".
"É considerado uma soltura porque ele tinha uma prisão preventiva decretada e jamais poderia ter mudado de regime. Mesmo se houvesse um alvará de soltura, que não foi o caso, ele deveria permanecer no regime fechado. Agora ele está foragido pelo mandado e pela condenação. Alguém da CPP errou", disse ao G1.Por conta da situação, ele acabou não comparecendo ao júri popular que o condenou a 18 anos de prisão, nesta quinta-feira (16), e está foragido. Alcântara destacou que Denes foi preso no dia 8 de abril de 2016. Quase um ano depois, no último dia 3 de março, duas semanas antes do júri, ele foi transferido do regime fechado para o aberto. O juiz disse que oficiou a unidade em busca de explicações sobre o caso.
O crime ocorreu no dia 26 de julho de 2015. Segundo a investigação, Denes esfaqueou e matou Antônio de Carvalho da Silva,de 38 anos, às margens do Ribeirão Anicuns, em Goiânia. Em seguida, ateou fogo ao corpo, o esquartejou e depois ocultou o cadáver. O acusado contou à polícia que cometeu o crime porque a vítima tinha roubado uma quantidade de crack dele e chamado sua irmã de “gostosa”.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), informou que "toda e qualquer falha cometida por servidores da pasta são devidamente apuradas de acordo com os procedimentos legais".
O comunicado pontuou ainda que o órgão não é "conivente" com práticas irregulares e conta com a corregedoria para "garantir a apuração de responsabilidades de servidores por infração praticada no exercício de suas atribuições".